Meu nome é Kauê - Sobre o filme Vermelho como o Céu
Achei o filme muito bom! A história em si nos faz perceber o quanto às vezes nós mesmos nos limitamos por algum problema que temos e achamos que não somos capazes. Logo no começo do filme que diz que Mirco não podia frequentar escolas normais por conta da lei achei bem estranho, mas depois no fim do filme explica que isso foi retirado pelo Governo Italiano. Outro ponto que achei bem legal foi quando Mirco começa a descrever as cores relacionando elas com sensações para seu amigo que nasceu cego e jamais viu cores, e mais uma vez, assim como depois de ler o texto de Agosto, fiquei pensando por algum tempo como essas pessoas imaginam cores e formas e mais uma vez fiquei sem uma resposta para isso. Relacionando o filme com o texto do Peixinho, a parte em que o diretor não aceita que as crianças façam algo diferente daquilo que ele quer, relaciona com o fato dos peixes no texto não puderem ultrapassar os limites de “CAPACIDADE” mas que tanto Mirco quanto o peixe “POTENCIAL” ultrapassaram esses limites impostos por outros que não acreditavam em seus potenciais e conseguiram descobrir novas experiencias e novas capacidades dentro deles, e ainda conseguiram envolver todos ao seu redor com aquilo. Com o filme lembrei-me de uma aula dada em Comportamento Motor II em que ouvimos um audio binaural, que nos mostrava uma experiência auditiva quando fechávamos os olhos e apenas escutávamos com fones de ouvido, muito parecida com a situação da historia gravada por Micro, que acrescentando sons reais e estimulando a imaginação fez um filme que parecia que estávamos dentro daquele ambiente em que ouvíamos.
Também gostei e me senti contente com os desdobramentos referente aos momentos em que Mirco consegue enfrentar e quebrar as barreiras e gravar seu trabalho das estações. Porém, não podemos esquecer do papel fundamental em que Profº Don Giulio teve para que isso fosse de fato realizado, afinal, ele fez o papel do ESTÍMULO citado no texto.
Meu nome é Kauê - Sobre o texto Um Peixinho Especial
Tive dificuldades para entender o texto, um dos motivos acho que foi por eu imaginar os personagens que o texto ia apresentando como personagens de desenho animado kkk. Tive que ler novamente o texto para tentar compreender de uma forma diferente. E lendo o texto tentando “excluir” personagens e focando no significado dos NOMES, cheguei à conclusão de que o texto quer nos dizer que a possibilidade limita ou não suas capacidades de novas descobertas e novos estímulos para alcançar seu potencial, quando não temos possibilidades ou oportunidades se tornamos limitados, assim como o peixe POTENCIAL, o mundo era diferente para ele e ele precisava descobrir esse seu mundo, que só foi possível quando recebeu estímulos para ultrapassar suas capacidades e fazer novas descobertas. Transformando a vida de todos os CAPAZES que eram limitados dentro de suas capacidades, a descobrirem novas experiencias. E se levarmos para nossa realidade, podemos ver que muitas vezes fazemos o que a mãe (POSSIBILIDADE) fez com seu filho (POTENCIAL) que era cego, que foi limitar as possibilidades dele conhecer e se desenvolver por medo ou simplesmente por ele ser diferente, achando que ele - na sua concepção - era incapaz de fazer as coisas. O que é errado, pois todas as pessoas são capazes, talvez só falte uma possibilidade para quebrar essa limitação da capacidade.
Um dos pontos que mais refleti após o filme e a leitura do texto foi justamente o fato de um dos personagens do filme, (Valério) um dos meninos cegos que no início era contra o trabalho de Mirco e queria até entrega-lo para as irmãs, acabou cedendo e participando também, pois encontrou uma forma dele também quebrar barreiras e ultrapassar suas capacidades. O que mostra que de fato, essas transformações necessitam apenas de oportunidades e preparação.
Meu nome é Renan - sobre o filme Vermelho como o céu
O filme “Vermelho como o céu” relata a história de um menino, aproximadamente dos anos 70, contudo é um garoto que leva uma vida normal, ama cinema, amigos, futebol rotina essa que qualquer criança vive, porém o mesmo vê sua vida ser totalmente modificada devido a um acidente doméstico, acho que é uma bisbilhotice de criança, com isso após a queda ele acabou perdendo a visão, o que o mudou completamente sua rotina de vida, começando pela escola na qual ele teve que se transferir para uma escola própria para cegos, pois na época era uma espécie de lei, era proibido crianças sem visão estudarem em escola de crianças com visão, muito também por conta de que não havia a inclusão social ainda neste período, o que potencializa esse tipo de atitude, não sei se vejo isso como preconceito ou se vejo isso como uma forma de dar oportunidade igual para todos, porém em espaços separados, já que não haviam profissionais capacitados para cuidar das duas populações. Passando isso o garoto leva sua vida normal, sua rotina na nova escola o faz odiar algumas coisas, tanto que o mesmo se recusa a aprender Braille, mas nisso ele faz muitas amizades e até se apaixona, vejo esse filme como algo que traz uma realidade totalmente palpável. Por mais que hoje em dia exista a inclusão social, será que os profissionais estão realmente capacitados para atender esse tipo de população? Então esse é um questionamento válido, pois não temos conhecimento até onde o governo capacita os profissionais que vão cuidar da alfabetização dessas crianças. Gostei muito do filme, muito melhor do que o primeiro que confesso que deu um pouco de sono.
Renan, concordo com você quando fala sobre a questão da inclusão, será que as pessoas com deficiência realmente estão sendo incluídas? Nós mesmos dentro de uma Universidade Federal estamos, tanto professores como alunos/colegas, preparados para estar, ajudar, colaborar para que essas pessoas vivam da maneira mais inclusa possível? As vezes me pergunto se é possível mesmo toda a inclusão que é falada, mas será que sabemos mesmo quais são as necessidades delas? São muitos questionamentos e muita dificuldade em obter respostas. Acredito que nós como futuros profissionais de educação física devemos aprender ao máximo para que possamos entender minimamente quais as necessidades dessas pessoas, que podem ser nossos potencias alunos.
Meu nome é Laura – sobre o filme Vermelho como céu O filme conta a história de um menino de 10 anos que teve sua vida mudada após um acidente doméstico, ao ter que sair da escola e ir para um instituto com crianças deficientes visuais, Mirco necessita se adaptar a uma nova condição que em um primeiro momento se torna muito difícil de aceitar, principalmente nas atividades escolares. Uma das inúmeras partes emocionantes desse filme, foi a cena em que ele conta para o amigo que nasceu com a deficiência, como era enxergar as cores explicando através do toque. Ao ser aconselhado pelo professor a usar os sentidos de diferentes formas, Mirco passa a explorar novas experiências através de áudios, histórias e gravações, fazendo com que seus colegas possam participar dessa experiência juntamente com ele. A adaptação a uma mudança inesperada como essa, sem dúvidas deve ser algo muito difícil de lidar e o filme nos mostra isso do começo ao fim, um menino que gostava de frequentar o cinema, brincar com os amigos, muda sua rotina e proporciona a oportunidade aos seus amigos de irem ao cinema e a vivenciarem isso de uma forma diferente. Essa cena em que eles se divertem no cinema e ao gravar uma história, me emocionou muito, pois, esse filme nos mostra a superação e como foi importante a forma de como eles superaram e vivenciaram cada experiência. A partir do momento em que eles podem sonhar e mostrar ao seus pais como é “assistir” uma história através do ouvir, mostra uma realidade que não está distante de nós e que precisamos nos atentar tanto como ser humano quanto como profissional. Gostei muito do filme por ser emocionante e por nos aproximar de uma realidade diferente da nossa.
Meu nome é Laura – sobre o texto Um peixinho especial De início, ao ler o texto foi difícil entender do que se tratava, mas por trás da história envolvendo os peixes como personagens, o autor nos traz palavras como: potencial, capacidade, estímulo, novas descobertas e possibilidade. A história do peixe “Potencial” que era zombado por não corresponder a forma de como todos os moradores viviam naquele lugar, fez com que por um instante, ele deixasse de fazer o que tanto gostava que era nadar. A ajuda de Estímulo, possibilitou a Potencial a chance de viver e experimentar novas sensações, algo que todos a sua volta não costumava fazer, ao perder o medo de viver da forma que lhe era possível o ajudou a superar medos e limites impostos pelo lugar onde vivia. Relacionando com o filme, é possível notar a diferença na mudança de vida tanto de Mirco como de Potencial, a partir do momento em que eles aprenderam a lidar com até então suas “limitações”, mas que na verdade através de suas histórias, nos foi demonstrado uma realidade em que não existe limitação a partir do momento em que eles começam a explorar diferentes formas de viver no dia a dia.
Nao havia feito a associação de potencial com Mirco, e lendo seu comentário achei muito bacana lincar os dois personagens e perceber que em varias situações a diferentes formas de viver a vida como você mesmo disse. Adorei!
Olá Laura, quando li o texto "Um peixinho especial" logo fiz a associação com o filme "Vermelho como o Céu" também. As duas histórias retratam a superação de deficientes visuais, indo atrás de seus objetivos mesmo quando a maioria das pessoas ao redor tentam impedí-los. Por mais que seja uma história curta e remeta uma história infantil, me trouxe uma sensação de questionamento sobre a sociedade (da história e a nossa) será que estamos tão preocupados com o exibicionismo que deixamos a inclusão de lado? Fica o questionamento, abraço.
Muito bem observado na sua postagem. Eu de início também nao estava entendendo muito o texto mas depois que passamos a entender achei sensacional. E é verdade o estimulo foi fundamental para a mudança de amos os personagens e isso nos faz observar o nosso papel como professores afim de dar-lhes os estimulos necessarios.
Exato. No fim tudo tem ligação em qual janelas olhamos o mundo: Tudo é interpretativo e depende de como enxergamos aquilo que nos circunda - o tal olhar do observador. Tanto o texto quanto o filme me fazem lembrar do livro de Saramago: Ensaio sobre a cegueira, que desenrola uma narrativa de um mundo onde todos ficam cegos. Acho que uma lição disso tudo reflete em como lidamos com a limitação do outro.
Meu nome é Mariana, sobre o texto Um peixinho especial: Lendo o texto do mês de setembro fiquei pensando em como nós somos os capazes e como nos limitamos a conhecer somente o mundo que vivemos e somos ignorantes nele. Se formos colocados no mundo dos deficientes vamos ficar totalmente perdidos e ter zero potencial, sendo que na verdade não era para termos dois mundos, e sim um só onde todos soubessem se adaptar e conviver com todos. Adorei as metáforas feitas com os nomes dos lugares e as palavras e achei bem fácil de compreender e mesmo curto muito reflexivo, nos mostrando cada vez mais a importância da matéria para não sermos incapazes de lidar com pessoas com deficiência
Realmente, após seu comentário que associei os personagens do texto com quem somos e como agimos no dia a dia em apenas nos preocupar com nossa realidade. O texto e o filme foram ótimas reflexões para mudanças de pensamento e atitudes.
Concordo, Mariana! Quando o assunto se trata de experiências diferentes como a vida de alguém deficiente, somos completamente leigos em relação de como nos portar, de como incluir essas pessoas, de como nos relacionar. Achei uma reflexão bastante pertinente ao mundo real. -Juliana
Meu nome é Mariana, sobre o filme vermelho como o céu: No começo do filme fiquei um pouco irritada por ele não poder comparecer à escola como os outros, talvez por ignorância minha de desconhecer a antiga lei. Ao longo do filme, fiquei muito impressionada com a capacidade dos cegos em utilizar e aprender a usar seus outros sentidos, pois como dito no próprio filme pelo professor de Mirco, ele só perdeu um dos cinco, então ele seria capaz de aprender. Gostei muito de a última cena do filme coincidir com a primeira, porém mostrando a elocução de Mirco, e como aquele jogo agora era fácil demais para ele. Após assistir o filme refleti na importância. do apoio das pessoas videntes que convivem com os cegos, pois sem o professor e a menina, além do o moço que já havia passado pelo colégio, a luta pela abolição da lei não teria ocorrido, e Mirco podia até ter desistido do seu projeto das estações.
Sim Mariana, eu pensei a mesma coisa kk, no começo fiquei pensando "meu Deus como isso, que absurdo" mas com o passar do filme me impressionei demais e em certos momentos nem parecia que eram cegos né.
Meu nome é Lucas Meira, sobre o Filme - Vermelho como o Céu
A princípio, sinto que a mensagem em que o filme tenta apresentar perpassa por meio das virtudes que um indivíduo têm como dom dentro de si e que ninguém, nem mesmo uma deficiência pode tirar de dentro do mesmo. Tal fato, faz uma alusão aos momentos em que Mirco é reprimido pelas regras do Instituto, mas que, por outro lado, ele ainda insiste em quebrar barreiras para gravar sua obra das estações. Isso mostra o significado e a importância em que o mesmo atribui para seu gosto e prazer em sentir no mais amplo sentido os aspectos envolvidos nas sonoridades fictícias de seu trabalho, transformando-o posteriormente em sons "reais" após as edições das gravações. Senti um bom contentamento nas ações do Profº Don Giulio referente ao cuidado e incentivo dado à Mirco para que o mesmo pudesse expressar a sua "verdade", afinal, a verdade faz com que as pequenas coisas tornem-se grandiosas. De fato Don Giulio teve papel importante na transformação de quem Mirco era antes de entrar no Instituto e quem tornou-se posteriormente, pedagogicamente ofereceu-lhe ferramentas e instrumentos para o desenvolvimento de seu talento, para além da sua deficiência.
Sobre o Texto "Morato, Marcio, P. Um Peixinho especial. Campinas: Autores Associados 2007".
Ao término da leitura sinto que a história do filme repete-se em frases escritas, ESTÍMULO é àquilo que Profº Don Giulio pôde exercer para que Mirco pudesse aprender, cultivar e por conseguinte fazer acontecer seu amor pelas fantasias envolvidas nas suas gravações das estações. Todas essas mudanças ocorridas tanto no texto quanto no filme ilustram a linha tênue entre as decepções advindas de uma deficiência, seus transtornos por meio da falta de estímulos, falta de acolhimento da sociedade e as ferramentas que quando oferecidas com uma orientação cuidadosa pode despertar a maquinaria em busca do potencial sonho de um indivíduo. A cada passo uma descoberta, como visto no filme, sempre vão restringir os limites daqueles que demandam de oportunidades, preparação, adaptação e inclusão.
Sim Lucas, um ponto que achei interessante no filme e que pelo seu comentário acabou reforçando mais isso para mim foi a importancia do Don Giulio no processo de aceiitação do Mirco em relação a ser cego e da possibilidade dele utilizar seus outros sentidos. Além disso como você mesmo apontou no comentario sobre o texto. O personagem "Estimulo" no caso do filme é o Don Giulio, na minha opinião, pois permite ao Mirco encontrar "Novas Descobertas".
Meu nome é Renan – sobre o texto “Um peixinho especial. ” Gostei muito do texto, pois ele traz uma reflexão muito importante e de uma forma muito lucida na qual eu nunca havia visto, realmente muito didático e de fácil compreensão que pode ser lido e entendido por qualquer pessoa, independente do grau de estudo ou idade. O texto conta a história de um peixinho que não enxergava e todos a sua volta o zombavam por ser tão atrapalhado e trombar em todos os lugares ao nadar, sua própria mãe autoridade na sua vida e na vila onde moravam não enxergava que o mesmo tinha essa deficiência visual, com o passar da história o peixinho criou um mecanismo no qual queria se encaixar na realidade e no que o povo em sua volta vivia e acreditava, por ser diferente e não ter seu espaço compreendido e tão pouco a inserção de suas diferenças na sociedade onde vivia, preferia ignorar suas diferenças para tentar se igualar aos outros, fato este que acontece rotineiramente no nosso cotidiano, seja lá com alguém com alguma deficiência ou apenas em questão de classe social, sempre terão pessoas julgando as outras e pessoas que tentam passar uma imagem que não vive. Por fim, o peixinho conseguiu o reconhecimento de suas necessidades e sua mãe apesar do seu filho não ter visão conseguiu enxergar nele a necessidade de mudança, o que nos passa uma imagem de que apesar de que não enxergamos as diferenças nas outras pessoas, nunca é tarde para nos moldarmos e passarmos a respeitar o espaço e as diferenças.
Meu nome é Thainá Ares - Sobre o filme "Vermelho como o Céu" O filme retrata a história real de um editor de som famoso, Mirco Mencacci que aos 10 anos de idade perde a visão por conta de um acidente. A história se passa na Itália na década de 1970, nesta época as crianças com deficiência visual eram encaminhadas para um colégio específico para deficientes obrigatoriamente. Em seu colégio novo, Mirco sofre com as regras do local que são muito restritas, percebe-se que os deficientes são tratados de forma limitada na época. Mesmo contra as regras, Mirco acha um gravador de som e começa a gravar suas histórias com a ajuda de seus amigos. Mirco sempre foi apaixonado por cinema e encontrou uma forma de continuar seu sonho após perder a visão. No fim os pais vão ao colégio para a apresentação dos alunos e colocam uma venda, essa parte é emocionante pois todos ficam impressionados com as histórias gravadas por Mirco. Esse filme é o reflexo da superação na vida dos deficientes e mostra que é possível se adaptar à deficiência e viver seus sonhos, mesmo quando a maioria não entende as possibilidades e acaba limitando-os.
Sobre o Texto "Morato, Marcio, P. Um Peixinho especial. Campinas: Autores Associados 2007".
O texto conta uma história sobre peixes em uma comunidade no mar brincando com as palavras e nomeando os personagens e a própria comunidade com as palavras: Capacidade, estímulo, possibilidade, novas descobertas, potencial, capazes. A história do Peixinho que era cego e zombado em sua comunidade, conheceu alguém disposto a ajudar, com a prática e a insistência ele superou obstáculos e se tornou um salvador da comunidade abrindo os olhos dos que não entendiam a realidade, por estarem presos num só comportamento dentro da comunidade. Compreendi que a comunidade retratada na história de ficção era o reflexo da nossa sociedade humana, onde o exibicionismo é extremamente exaltado e importante para os cidadãos, as redes sociais são um exemplo disso. Porém, como ficam as pessoas que não tem acesso à isso? Geralmente as pessoas isentas de deficiência se prendem em comportamentos específicos para se enturmar na sociedade, deixando de lado a inclusão social. Esse texto nos faz refletir sobre as atitudes das pessoas em relação à convivência em sociedade, entre elas e com os deficientes.
Achei bem legal a parte que você relacionou o exibicionismo do texto com as redes sociais de hoje em dia. Não havia pensando em como essas duas coisas se relacionam. Mas de fato hoje o mundo é completamente visual com a televisão, o celular e o computador... ficamos horas "presos" nesses ambientes e acabamos se limitando de procurar ambientes novos para se desenvolver, conhecer, aprender e se divertir.
Meu nome é Lucas Barros - Sobre o filme "vermelho como o céu"
O filme retrata uma situação que traz muitos questionamentos e reflexões a partir de um acidente que ocorre com Mirco, de 10 anos, que ao tentar pegar a arma do seu pai, no qual estava carregada acabou disparando ao cair no chão e deixando ele cego. Já no começo do filme a fala do medico, que atende Mirco, ao contar ao pai que o filho estava cego foi bem impactante para mim pois naquela situação, que já possui todo um cenário de desconhecimento e duvidas, receber a noticia que seu filho teria que estudar longe de você em uma escola que o aceitasse e que isso transformaria um contato que é diário e bem próximo (pai e filho) em algo mês a mês é muito complicado. Logo após a noticia, Mirco já se encontra inserido em um cenário diferente em uma situação que era comum para ele, o brincar com seus amigos. Os pais e Mirco vão até a escola para pessoas cegas e já na conversa com o diretor começam a perceber que a realidade do filho iria mudar muito e que para a propria escola "Mirco irá fazer somente o que é apto em sua nova condição física". Essa cena para mim mostra que as pessoas cegas em muitas situações eram vistas como incapazes em diversas tarefas. De toda forma os pais deixam Mirco na escola e ele começa a ter contato com os colegas. Nesse sentido como uma criança normal acaba fazendo amizades, arruma brigas com outros meninos e quando acaba indo para o castigo e acha um gravador. Logo em seguida acaba conhecendo a filha da zeladora e com ela começa a experimentar coisas que fazia enquanto ainda enxergava, como ir ao cinema e andar de bicicleta. Aos poucos Mirco começa a a explorar seus outros sentidos e gravar sons diferentes com o seu gravador com a ajuda de seus amigos, produz um trabalho sobre as estações e com a ajuda de sua amiga produz também uma gravação que connta uma historia muito mais elaborada que pode até ser considerado um filme. Com o decorrer das gravações ele acaba chamando as outras crianças para participar e a construção da historia vai ficando cada vez melhor. Nessa história toda Mirco acaba se apaixonando por Francesca e também consegue continuar proximo de uma das coisas que mais gosta que é o cinema. Depois de varias reviravoltas acaba que no final do filme os pais vão até a escola ver o que os filhos criaram e acabou que a criação dos alunos foi usada. Essa cena é muito emocionante por se tratar de algo que para muitas pessoas, que pensam haver uma incapacidade por parte das pessoas cegas, poder ver que tudo aquilo foi criado por eles traz uma emoção muito grande a todos que estão no auditório. Minha opinião sobre o filme é que durante ele todo o espectador consegue ter um pouco de contato sobre a realidade de uma pessoa que é cega. É bem claro no filme que o estimulo é essencial pois a limitação da visão é algo relativo embora com certeza a impacto. Como Don Julio fala no filme "Não se prenda somente a um sentido já que você possui outros 4".
Sobre o Texto "Morato, Marcio, P. Um Peixinho especial. Campinas: Autores Associados 2007".
O texto acaba abordando uma situação bem comum na nossa sociedade entretanto utiliza o ambiente marinho para poder abordar a temática. Com o uso de palavras chaves para caracterizar os personagens da historia (Possibilidade, Capacidade, Potencial, Estimulo) que acabam se desenvolvendo de modo a mostrar que estes conceitos humanos estão correlacionados e que é necessário considera-los de maneira conjunta para que as pessoas possam superar "os limites da capacidade". O texto é extremamente didático e traz muitas reflexões sobre as questões que permeiam todas as pessoas, incluindo o "peixinho cego" que é o personagem principal. Isso é possivel de ser observado pois com o Estimulo ajudando o Potencial,o peixinho cego, ele consegue fazer novas descobertas e sua própria mãe, que tinha medo por ele, acaba entendo que muitas das vezes a limitação não era do seu filho e sim imposta por ela mesma.
Felipe Oliveira Bernardo Comentário sobre o Filme: Vermelho como o céu
É retratada a trama de um garoto que perde a visão por um acidente com um rifle, e no processo de aceitação passa por diversas dificuldades que, a princípio, não o deixam perceber que mesmo se tornando deficiente visual a vida continuaria. Assim como é dito no filme, nós possuímos os demais sentidos, por que depender de um só? O filme, é baseado na história de um diretor de som/ sonoplasta italiano, e retrata de forma muito interessante o como a aceitação da deficiência pode ser difícil sem a presença de pessoas dispostas a entender e compreender, junto da pessoa, como viver com a deficiência. A presença da filha da zeladora, que vem a ser sua namorada; do professor, o qual luta com a diretoria da escola pelo melhor e pela não restrição da capacidade dos indivíduos deficiente visuais matriculados na escola; do trabalhador da indústria que é deficiente visual, que serve como exemplo para Mirco; e dos amigos, também deficientes visuais, foram cruciais para esse auxílio a Mirco, fazendo-o aceitar a deficiência, fazer amigos através de outro sentido que não a visão, viver com a deficiência e criar uma forma de mostrar aos que não são deficientes, uma breve amostragem de como veem o mundo.
Comentário sobre o texto: Um peixinho especial
Neste pequeno texto é retratada a história de um peixe que possui uma deficiência visual que foi percebida tardiamente. A mãe de Potencial, inicialmente, restringe a quantidade de estímulo a ele, o que, assim como no caso de Mirco (Filme: Vermelho como o céu), pode ser prejudicial ao indivíduo. Aquele que não recebe o estímulo devido acaba por ser prejudicado, pois não desenvolve suas capacidades tanto o quanto possível, esse estímulo é dado por pessoas que devem estar ao lado e acompanhando o deficiente também. Quando Potencial recebe esse estímulo, ele desenvolve suas capacidades de forma a impactar a sociedade a qual está inserido, assim como no caso de Mirco, o que promove uma melhor inserção dos deficientes na sociedade, o que gera uma troca maior entre indivíduos e a estimulação, tanto citada, promove um desenvolvimento maior de todos.
Esse comentário foi escrito por Lelis Conte Genaro
Sobre o filme “Vermelho como o céu”: Filme conta a história de Mirco, um garotinho que acaba ficando cego a partir de um acidente com um rifle dentro de sua casa. Nos faz refletir, pois um acontecimento que pode significar um coisa ruim, sem volta e sem alegria pode mudar e se transformar na melhor coisa que possa ter acontecido. A partir da aceitação daquilo e estímulos para os outros sentidos além da ajuda de outras pessoas (principalmente pela incentivação) Mirco nos mostrou que podemos dar a volta por cima, se adaptar, se aperfeiçoar e viver uma vida tão boa e alegre quanto ou melhor do que se estivesse enxergando normalmente.
Sobre o texto “Um peixinho especial”: Um texto muito bom que mostra exatamente o que acontece com uma mãe ou pai que tem um filho deficiente: o impede de fazer novas descobertas com medo de que possa acontecer o pior. O texto mostra como nós profissionais de Educação Física e seres humanos devemos nos comportar perante a uma pessoa com essas características. Estimula-los a novas descobertas, aprimorar novos sentidos para que possam evoluir mostrando-lhes que pode ser tão bom e importante naquilo que faz quanto uma pessoa sem deficiência.
Meu nome é Juliana - sobre o filme "Vermelho como o céu":
Achei o filme bonito e delicado ao tratar a perda da visão do Mirco como uma descoberta para um mundo completamente diferente, repleto de estímulos a serem explorados. Gostei bastante que o garoto não se deixou levar pelas regras rígidas da escola onde passou a estudar depois de ficar cego e encontrou sua própria maneira de interpretar o mundo: através de sons. Achei muito pertinente abordar o fato de que acima de tudo, os alunos daquela instituição eram crianças que precisavam aflorar a criatividade e o desejo de brincar ao invés de serem tratados apenas como cegos que precisariam se adaptar a tudo. Outro fator interessante no filme foi ver o sentimento quase de luto dos pais quando souberam que o filho não voltaria a enxergar como antes e a emoção deles ao final da peça de teatro feito pelos alunos.
Meu nome é Juliana - sobre o texto "Um peixinho especial":
O texto é leve e bem divertido de se ler; faz alusão a uma criança cega que precisa sair de sua zona de conforto para conseguir enfrentar o mundo. Gostei muito do jeito em que a situação foi retratada com palavras-chave como "capacidade", "potencial", "estímulo", "novas descobertas" e com peixinhos! O texto fez bem em destacar a preocupação da mãe com seu filho ao vê-lo como frágil e inapto a participar de atividades do dia a dia, e também, ao apontar a "zombaria" sofrida pelo Potencial. A história tem um jogo de palavras muito bom, casando os termos mencionados no começo para passar a mensagem de que é preciso um encorajamento para ir além do que estamos acostumados para que possamos provar novas experiências e desenvolver nossos outros sentidos.
Maria Clara: Também gostei muito do jogo com as palavras, em determinados momentos fica até mais natural ler sem a referência dos personagens do que pensando na representação dos peixes. Achei a ideia final muito boa quando abordam o desaparecimento do Estímulo e deixando somente rastros do mesmo. Trazendo para o dia a dia, os estímulos que são captados e proporcionados não podem e nem devem ser os mesmos sempre, uma vez que o potencial de cada pessoa precisa ser desenvolvido com diferentes estímulos e situações. Acredito que esse encerramento da história refere-se à necessidade de não ficarmos dependendentes somente a uma motivação.
Meu nome é Maria Clara - Sobre o filme "Vermelho como o céu". Listei alguns pontos que me chamaram bastante atenção durante o filme e que relacionam-se com as aulas que tivemos até então. O primeiro momento foi quando os pais de Mirco o deixaram na escola e sua mãe passou algumas instruções sobre o filho para a freira: ela comentou sobre o medo que Mirco tinha do escuro e que por isso só conseguia dormir com a luz do abajur acesa - e complementou a fala referindo-se que aquilo não seria um problema para as outras crianças (já que as mesmas não enxergavam). A primeira reflexão que tive foi sobre como seria para Mirco, que tinha o medo do escuro, deixar de enxergar. No começo ele conseguia ver sombras mas depois perde totalmente a visão e passar a viver, literalmente, no escuro. Sem a possibilidade de distinguir luzes acesas, como mostrado em uma cena. Em segundo, a explicação de Mirco para Felice de como são as cores: como descrever algo visual para alguém que desde o nascimento não tem a visão? Achei muito interessante a forma como ele utilizou das sensações para descrever cada cor, como o calor do fogo para o vermelho, o vento no rosto para o azul etc. O terceiro ponto foi como o professor Don Giulio é a principal referência das crianças: abordamos esse assunto em sala de aula e no filme fica muito claro como as potencialidades dos alunos são desenvolvidas a partir do professor e não da família, como no caso de crianças que enxergam normalmente. E por último, a frase do diretor - “A liberdade é um luxo que nós, cegos, não podemos ter”: penso que para o diretor, talvez tenha sido um trauma muito mais forte por ter perdido a visão já na fase adulta e que, por isso, ele tenha vedado suas próprias potencialidades que poderiam ser desenvolvidas sem a visão. Na fase adulta estamos condicionados a sermos dependendentes demasiadamente da visão, diferentemente das crianças que passam a ter contato com todos os sentidos e possuem maior facilidade com a imaginação. Liberdade, para ele, pareceu significar somente a capacidade de enxergar com os olhos e por isso, a declaração que os cegos não a tem.
A parte que ele tenta explicar para o amigo como eram as cores foi mágica. A tentativa de descrever algumas sensações físicas para explicar foi a maneira mais criativa que eu já vi para o tal. Mas como ele já havia enxergado antes, fazia relações com essas sensações que sentia quando via as cores. Mas o rapaz que eles encontram na manifestação e descreve como era a fornalha pra ele foi o mais diferente, dizendo que para ele era multicolorida e vibrante.
Meu nome é Ana Beatriz - Sua perspectiva sobre o momento de cuidado que a mãe do Mirco apresentou para a freira que cuidava das crianças de maneira que as mesmas não se incomodariam com a luz foi um referencial diferente do meu, mostrando que mesmo vendo o mesmo filme temos perspectivas diferentes do que nos é apresentado. Para mim no momento que eles levam Mirco até a instituição e ela apresenta as características do filho, foram todas com o sentido de pedir um cuidado maternal com seu pequeno, no momento de apresentar seu medo ela também demonstra o medo de uma mãe deixando seu filho sob os cuidados de outras pessoas desconhecidas por ele.
Sobre o filme “Vermelho Como o Céu” As dificuldades enfrentadas pelo personagem principal “Mirco” retratadas no filme mostram um pouco de como a sociedade, de uma maneira generalizada, enxerga a pessoa com deficiência e, por isso, acabam estigmatizando e limitando todo o processo de desenvolvimento bio-psico-social dessas pessoas. As limitações impostas surgem em ambientes familiares, de estudo, de amizade e principalmente profissional, visto que o rapaz, ao ficar cego (ou parcialmente), precisa mudar sua vida de maneira drástica, mudando de cidade, morando longe dos pais mesmo com pouca idade, tendo que estudar num internato e lá aprender alguma profissão que alguns julgavam ser a ideal para esse tipo de pessoa. A pergunta é, que tipo de pessoas eles são? Penso que são pessoas com vontade de aprender coisas novas e também de criá-las (a história narrada feita pelos alunos), pessoas com sonhos, assim como qualquer outra. Pequenas partes chamam a atenção como quando ele se encontra com a menina e tenta andar de bicicleta (incrível, não sabia que era possível). A parte que os pais recebem a notícia que o filho não enxerga mais e reagem praticamente com um “luto” sem aceitar o que tinha acontecido e tentando de todas as maneiras reverter a situação não conseguindo enxergar além do problema, sem tentar encontrar possíveis soluções de adaptação para o garoto.
Sobre o texto O texto, conta a história de um indivíduo que não enxergava e isso foi descoberto tardiamente em sua vida. Com isso, todos ao seu redor e principalmente seus tutores, acabavam limitando suas capacidades por não saber lidar com a situação. As limitações impostas acabavam por deixar o indivíduo inerte e sem vontade de tentar o novo. Com a ajuda de alguém que entendeu seu problema, o indivíduo recebeu estímulos adequados à sua capacidade e acabou desenvolvendo habilidades diferentes dos demais que viviam a sua volta. Com isso, acabou por estimular também os que viviam a sua volta e fez com que suas novas capacidades o fizessem inserido no meio onde vivia (o que antes era impossível).
As mudanças não afetam somente o individuo, todo seu contexto social também se modifica, que bom que houve esse estimulo para que os que viviam a sua volta também mudassem em algum aspecto.
O filme “Vermelho como o céu” retrata a história real de um renomado editor de som, Mirco Mencacci, que aos 10 de idade sofre um acidente causado pelo disparo acidental de um rifle e se torna deficiente visual a partir deste acontecimento. A partir do acidente, Mirco, passa a frequentar um internato para deficientes na Itália onde acaba descobrindo um gravador que o instiga a descobrir suas potencialidades adormecidas. Mirco que sempre foi um frequentador assíduo do cinema e das artes, passa a redefinir seus limites a partir da exploração de seus outros sentidos. Muito embora o diretor do internato também seja cego, sua visão sobre a deficiência é limitada e definida por uma fala muito quadrada pontuada no filme: “A liberdade é um luxo que nós, cegos, não podemos nos permitir. ”. Mirto, por sua vez, passa a transformar sua limitação em vantagem. O que ele não era capaz de ver, passou a sentir. Paradoxalmente, quando cego, passou a ver novas cores, pois sua sensibilidade acústica e a forma de encarar a vida talvez nunca tivesse acontecido se não ficasse cego dos olhos. Numa metáfora: Perdeu uma visão para ganhar uma outra muito mais profunda. O texto “Um peixinho especial” parece quase uma extensão do filme, ou vice-versa, pois um funciona como complemento do outro. Ambos trazem a lição de superação e de redefinição dos próprios limites. Uma reflexão pessoal que me ocorreu desde o começo do filme foi a respeito do próprio título que, de cara, entrega as nuances que virão a seguir. Tornar o céu vermelho é transformar toda a percepção do mundo e das cores. Hipoteticamente se o céu passasse a ser vermelho isso significaria que o mar também seria vermelho, e toda nossa relação de cor seria outra. “Vermelho como o céu” é uma forma poética de dizer o quanto a nossa realidade é frágil e reduzida a luz que incide naquilo que nos circunda. Basta mudar a fonte de luz primária que tudo que será refletido será antônimo. Renan Franco
Meu nome é Evandro. Primeiramente gostaria de dizer que gostei muito do texto "um Peixinho Especial- Marcio Pereira Morato", ele faz um jogo com as palavras sensacionais e que poucas vezes eu vi em um texto. Achei muito interessante pois é um texto pode ser utilizado de uma forma didática com as crianças, simulando os peixinhos e trazendo o objetivo principal do texto de superação, de estimular, já que sem esse fica muito difícil de desenvolver novas habilidades e novas capacidades. Já fazendo uma ligação com o filme "Vermelho Como o Céu" podemos também observar o quanto o professor foi importante em dar os estímulos que Mirco precisava, principalmente no início do filme quando ele foi transferido para a nova escola. O professor tem sempre esse papel fundamental na vida de um aluno principalmente no caso dos que possuem qualquer tipo de deficiência ou limitação. A forma como o professor falou com o garoto mesmo após este ter lançado ao chão a atividade que era proposta e se recusar a fazer, o professor com toda a paciência do mundo diz que mesmo ele tendo a visão, mesmo assim lhe faltaria algo que seria o sentir. Achei muito emocionante também o momento em que ele descreve como seriam as cores para o seu amigo que não enxerga, o que nos coloca de alguma forma dentro do personagem e faz com que nos possamos refletir sobre o quanto nos limitamos e não damos valor a algumas coisas simples da vida. O texto e o filme mostram dois tipos de motivações e de estímulos para o “desconhecido”. Tudo é novo para alguém que não possui a visão, e ainda mais no caso do garoto que um dia já enxergou e por uma fatalidade, um acidente ter perdido essa possibilidade. Sem sobra de dúvidas que nesse caso seria muito mais difícil a aceitação desta limitação. Esse tipo de trabalho é muito produtivo e motivador para o nosso futuro como professores.
Meu nome é Fernando e achei curioso a maneira como Mirco se coloca para 'desenvolver' seus sentidos. A resistencia encontrada dentro do proprio ambiente que deveria ser seu principal potencializador faz um paralelo com o texto proposto (Um peixinho especial) já que o proprio diretor tomando uma posição subjetiva a partir de suas proprias experiencias delimita as atitudes de Mirco. A audiodescrição nunca pareceu uma ferramenta com um potencial tão grande até esse momento em que assisti o filme. As superações vão além do fato de Mirco perder a visão, vão além das respostas sociais acerca do acontecido, ela passa pelo pressuposto de que Mirco mesmo não sendo mais o mesmo, ainda é Mirco.
Meu nome é Daniela. Gostei muito do filme Vermelho como o céu, achei o personagem principal de uma delicadeza ímpar. A história de Mirco me fez pensar em quantas pessoas passam pela mesma situação e eu não tinha a menor ideia. Nunca me passou pela cabeça como seria o processo de enfrentar o dia a dia e de reaprender depois de ter perdido a visão. Como pode ser doloroso precisar aceitar a nova realidade, e não apenas a pessoa, mas também das pessoas próximas, familiares e amigos. No filme é possível perceber que o pai, tem a esperança de que o filho possa aprender e fazer o que ele quiser depois, acredito que isso aconteça por conta da proximidade que os dois tinham, e o pai saber a capacidade de seu filho. Não acontece diferente, Mirco tem uma sensibilidade enorme e acaba desenvolvendo histórias com sonoplastias incríveis que o aproxima muito de seus novos amigos, que passam a querer fazer mais também , não apenas continuar no colégio seguindo o que lhes é proposto. Enfim, após assistir o filme posso dizer que me parece que sempre é fundamentar o papel de uma outra pessoa no desenvolvimento e na adaptação a nova condição. No caso do personagem, a filha da mulher que trabalha no colégio e o professor foram essas pessoas. Belo filme e que me fez refletir como é possível passar de vidente para deficiente visual e precisar se adaptar de forma saudável a essa nova situação.
Meu nome é Ana Beatriz - texto sobre o filme Vermelho como céu
Comecei a assistir o filme apreensiva de maneira que sempre esperamos que algo irá acontecer com os personagens quando já sabemos sua base de seguimento da trama. O ator (Lucas Capriotti) que interpreta Mirco se apresentou de maneira fantástica para quem o assiste, envolvendo se maneira que sentimos tudo que Mirco está sentido, desde de sua perda da visão parcial e até o momento que ele a perde de maneira total. Sendo que essa foi uma das partes mais tristes para mim, mesmo ele sabendo como eram as cores, formas e sentidos, no momento que ele se acende e apaga a lamparina e o mesmo não consegue enxergar mais a luz que a mesma emite, mostra um momento de nova realidade para a continuidade da trama. Naquele momento ele precisou de o maior apoio possível de quem estava ao seu lado (professor, cuidadores) para ele perceber que o seu novo mundo poderia apresentar cores e sentidos mesmo não sendo vistos, mas mostrando que sua vida poderia ter cheiro, cor, audição e alegria através dos outros sentidos. Ali eu embarquei de maneira que muitas vezes aproveitava a apresentação dos áudios de olhos fechados para tentar apreciar pela ótica que o filme queria apresentar. Sua simplicidade e graça me encataram pelo fato de ser um novo mundo para aqueles que só conseguem ver a vida com os olhos.
Meu nome é Daniela. Fazia muito tempo que não tinha uma leitura tão agradável quanto a do texto o Peixinho Especial. leitura leve e divertida e cheia de aprendizado. Adorei a forma como o texto é escrito, fazendo a analogia entre uma "sociedade de peixes" e palavras como capacidade, estimulo, potencial, novas descobertas. Achei interessante como é possível fazer a ligação entre o filme e o texto, onde diante de uma dificuldade, a pessoa sempre tem potencial para alcançar suas capacidades, mesmo aquelas menos imaginadas, e precisam apenas ter estímulos e acesso a novas descoberta.
Meu nome é Ana Beatriz - comentário sobre o texto Um Peixinho especial
Não somente é um peixinho especial mas também uma reflexão do que a vida pode apresentar a nossa perspectiva de princípios. No texto ele apresenta para o leitor todos os princípios que a comunidade de Capacidade tem e após isso todos os processos que nosso peixinho Potencial passa durante sua vida de maneira que ele precisa desses mesmos processos para se adaptar e ver que na realidade ele é quem vai transformar a realidade da sua comunidade e assim fez. Pontencial como o próprio nome já diz, mostra a todos que com força de vontade, amando e respeitando suas características podemos tranformar uma sociedade inteira.
Meu nome é Kauê - Sobre o filme Vermelho como o Céu
ResponderExcluirAchei o filme muito bom! A história em si nos faz perceber o quanto às vezes nós mesmos nos limitamos por algum problema que temos e achamos que não somos capazes. Logo no começo do filme que diz que Mirco não podia frequentar escolas normais por conta da lei achei bem estranho, mas depois no fim do filme explica que isso foi retirado pelo Governo Italiano. Outro ponto que achei bem legal foi quando Mirco começa a descrever as cores relacionando elas com sensações para seu amigo que nasceu cego e jamais viu cores, e mais uma vez, assim como depois de ler o texto de Agosto, fiquei pensando por algum tempo como essas pessoas imaginam cores e formas e mais uma vez fiquei sem uma resposta para isso. Relacionando o filme com o texto do Peixinho, a parte em que o diretor não aceita que as crianças façam algo diferente daquilo que ele quer, relaciona com o fato dos peixes no texto não puderem ultrapassar os limites de “CAPACIDADE” mas que tanto Mirco quanto o peixe “POTENCIAL” ultrapassaram esses limites impostos por outros que não acreditavam em seus potenciais e conseguiram descobrir novas experiencias e novas capacidades dentro deles, e ainda conseguiram envolver todos ao seu redor com aquilo.
Com o filme lembrei-me de uma aula dada em Comportamento Motor II em que ouvimos um audio binaural, que nos mostrava uma experiência auditiva quando fechávamos os olhos e apenas escutávamos com fones de ouvido, muito parecida com a situação da historia gravada por Micro, que acrescentando sons reais e estimulando a imaginação fez um filme que parecia que estávamos dentro daquele ambiente em que ouvíamos.
Também gostei e me senti contente com os desdobramentos referente aos momentos em que Mirco consegue enfrentar e quebrar as barreiras e gravar seu trabalho das estações.
ExcluirPorém, não podemos esquecer do papel fundamental em que Profº Don Giulio teve para que isso fosse de fato realizado, afinal, ele fez o papel do ESTÍMULO citado no texto.
Meu nome é Kauê - Sobre o texto Um Peixinho Especial
ResponderExcluirTive dificuldades para entender o texto, um dos motivos acho que foi por eu imaginar os personagens que o texto ia apresentando como personagens de desenho animado kkk. Tive que ler novamente o texto para tentar compreender de uma forma diferente.
E lendo o texto tentando “excluir” personagens e focando no significado dos NOMES, cheguei à conclusão de que o texto quer nos dizer que a possibilidade limita ou não suas capacidades de novas descobertas e novos estímulos para alcançar seu potencial, quando não temos possibilidades ou oportunidades se tornamos limitados, assim como o peixe POTENCIAL, o mundo era diferente para ele e ele precisava descobrir esse seu mundo, que só foi possível quando recebeu estímulos para ultrapassar suas capacidades e fazer novas descobertas. Transformando a vida de todos os CAPAZES que eram limitados dentro de suas capacidades, a descobrirem novas experiencias. E se levarmos para nossa realidade, podemos ver que muitas vezes fazemos o que a mãe (POSSIBILIDADE) fez com seu filho (POTENCIAL) que era cego, que foi limitar as possibilidades dele conhecer e se desenvolver por medo ou simplesmente por ele ser diferente, achando que ele - na sua concepção - era incapaz de fazer as coisas. O que é errado, pois todas as pessoas são capazes, talvez só falte uma possibilidade para quebrar essa limitação da capacidade.
Um dos pontos que mais refleti após o filme e a leitura do texto foi justamente o fato de um dos personagens do filme, (Valério) um dos meninos cegos que no início era contra o trabalho de Mirco e queria até entrega-lo para as irmãs, acabou cedendo e participando também, pois encontrou uma forma dele também quebrar barreiras e ultrapassar suas capacidades.
ExcluirO que mostra que de fato, essas transformações necessitam apenas de oportunidades e preparação.
Meu nome é Renan - sobre o filme Vermelho como o céu
ResponderExcluirO filme “Vermelho como o céu” relata a história de um menino, aproximadamente dos anos 70, contudo é um garoto que leva uma vida normal, ama cinema, amigos, futebol rotina essa que qualquer criança vive, porém o mesmo vê sua vida ser totalmente modificada devido a um acidente doméstico, acho que é uma bisbilhotice de criança, com isso após a queda ele acabou perdendo a visão, o que o mudou completamente sua rotina de vida, começando pela escola na qual ele teve que se transferir para uma escola própria para cegos, pois na época era uma espécie de lei, era proibido crianças sem visão estudarem em escola de crianças com visão, muito também por conta de que não havia a inclusão social ainda neste período, o que potencializa esse tipo de atitude, não sei se vejo isso como preconceito ou se vejo isso como uma forma de dar oportunidade igual para todos, porém em espaços separados, já que não haviam profissionais capacitados para cuidar das duas populações.
Passando isso o garoto leva sua vida normal, sua rotina na nova escola o faz odiar algumas coisas, tanto que o mesmo se recusa a aprender Braille, mas nisso ele faz muitas amizades e até se apaixona, vejo esse filme como algo que traz uma realidade totalmente palpável. Por mais que hoje em dia exista a inclusão social, será que os profissionais estão realmente capacitados para atender esse tipo de população? Então esse é um questionamento válido, pois não temos conhecimento até onde o governo capacita os profissionais que vão cuidar da alfabetização dessas crianças. Gostei muito do filme, muito melhor do que o primeiro que confesso que deu um pouco de sono.
Renan, concordo com você quando fala sobre a questão da inclusão, será que as pessoas com deficiência realmente estão sendo incluídas? Nós mesmos dentro de uma Universidade Federal estamos, tanto professores como alunos/colegas, preparados para estar, ajudar, colaborar para que essas pessoas vivam da maneira mais inclusa possível? As vezes me pergunto se é possível mesmo toda a inclusão que é falada, mas será que sabemos mesmo quais são as necessidades delas?
ExcluirSão muitos questionamentos e muita dificuldade em obter respostas. Acredito que nós como futuros profissionais de educação física devemos aprender ao máximo para que possamos entender minimamente quais as necessidades dessas pessoas, que podem ser nossos potencias alunos.
Meu nome é Laura – sobre o filme Vermelho como céu
ResponderExcluirO filme conta a história de um menino de 10 anos que teve sua vida mudada após um acidente doméstico, ao ter que sair da escola e ir para um instituto com crianças deficientes visuais, Mirco necessita se adaptar a uma nova condição que em um primeiro momento se torna muito difícil de aceitar, principalmente nas atividades escolares. Uma das inúmeras partes emocionantes desse filme, foi a cena em que ele conta para o amigo que nasceu com a deficiência, como era enxergar as cores explicando através do toque. Ao ser aconselhado pelo professor a usar os sentidos de diferentes formas, Mirco passa a explorar novas experiências através de áudios, histórias e gravações, fazendo com que seus colegas possam participar dessa experiência juntamente com ele. A adaptação a uma mudança inesperada como essa, sem dúvidas deve ser algo muito difícil de lidar e o filme nos mostra isso do começo ao fim, um menino que gostava de frequentar o cinema, brincar com os amigos, muda sua rotina e proporciona a oportunidade aos seus amigos de irem ao cinema e a vivenciarem isso de uma forma diferente. Essa cena em que eles se divertem no cinema e ao gravar uma história, me emocionou muito, pois, esse filme nos mostra a superação e como foi importante a forma de como eles superaram e vivenciaram cada experiência. A partir do momento em que eles podem sonhar e mostrar ao seus pais como é “assistir” uma história através do ouvir, mostra uma realidade que não está distante de nós e que precisamos nos atentar tanto como ser humano quanto como profissional. Gostei muito do filme por ser emocionante e por nos aproximar de uma realidade diferente da nossa.
Meu nome é Laura – sobre o texto Um peixinho especial
ResponderExcluirDe início, ao ler o texto foi difícil entender do que se tratava, mas por trás da história envolvendo os peixes como personagens, o autor nos traz palavras como: potencial, capacidade, estímulo, novas descobertas e possibilidade. A história do peixe “Potencial” que era zombado por não corresponder a forma de como todos os moradores viviam naquele lugar, fez com que por um instante, ele deixasse de fazer o que tanto gostava que era nadar. A ajuda de Estímulo, possibilitou a Potencial a chance de viver e experimentar novas sensações, algo que todos a sua volta não costumava fazer, ao perder o medo de viver da forma que lhe era possível o ajudou a superar medos e limites impostos pelo lugar onde vivia. Relacionando com o filme, é possível notar a diferença na mudança de vida tanto de Mirco como de Potencial, a partir do momento em que eles aprenderam a lidar com até então suas “limitações”, mas que na verdade através de suas histórias, nos foi demonstrado uma realidade em que não existe limitação a partir do momento em que eles começam a explorar diferentes formas de viver no dia a dia.
Nao havia feito a associação de potencial com Mirco, e lendo seu comentário achei muito bacana lincar os dois personagens e perceber que em varias situações a diferentes formas de viver a vida como você mesmo disse. Adorei!
ExcluirOlá Laura, quando li o texto "Um peixinho especial" logo fiz a associação com o filme "Vermelho como o Céu" também. As duas histórias retratam a superação de deficientes visuais, indo atrás de seus objetivos mesmo quando a maioria das pessoas ao redor tentam impedí-los. Por mais que seja uma história curta e remeta uma história infantil, me trouxe uma sensação de questionamento sobre a sociedade (da história e a nossa) será que estamos tão preocupados com o exibicionismo que deixamos a inclusão de lado? Fica o questionamento, abraço.
ExcluirMuito bem observado na sua postagem. Eu de início também nao estava entendendo muito o texto mas depois que passamos a entender achei sensacional. E é verdade o estimulo foi fundamental para a mudança de amos os personagens e isso nos faz observar o nosso papel como professores afim de dar-lhes os estimulos necessarios.
ExcluirExato. No fim tudo tem ligação em qual janelas olhamos o mundo: Tudo é interpretativo e depende de como enxergamos aquilo que nos circunda - o tal olhar do observador. Tanto o texto quanto o filme me fazem lembrar do livro de Saramago: Ensaio sobre a cegueira, que desenrola uma narrativa de um mundo onde todos ficam cegos. Acho que uma lição disso tudo reflete em como lidamos com a limitação do outro.
ExcluirMeu nome é Mariana, sobre o texto Um peixinho especial:
ResponderExcluirLendo o texto do mês de setembro fiquei pensando em como nós somos os capazes e como nos limitamos a conhecer somente o mundo que vivemos e somos ignorantes nele. Se formos colocados no mundo dos deficientes vamos ficar totalmente perdidos e ter zero potencial, sendo que na verdade não era para termos dois mundos, e sim um só onde todos soubessem se adaptar e conviver com todos.
Adorei as metáforas feitas com os nomes dos lugares e as palavras e achei bem fácil de compreender e mesmo curto muito reflexivo, nos mostrando cada vez mais a importância da matéria para não sermos incapazes de lidar com pessoas com deficiência
Realmente, após seu comentário que associei os personagens do texto com quem somos e como agimos no dia a dia em apenas nos preocupar com nossa realidade. O texto e o filme foram ótimas reflexões para mudanças de pensamento e atitudes.
Excluircomentário feito por Laura**
ExcluirConcordo, Mariana! Quando o assunto se trata de experiências diferentes como a vida de alguém deficiente, somos completamente leigos em relação de como nos portar, de como incluir essas pessoas, de como nos relacionar. Achei uma reflexão bastante pertinente ao mundo real.
Excluir-Juliana
Meu nome é Mariana, sobre o filme vermelho como o céu:
ResponderExcluirNo começo do filme fiquei um pouco irritada por ele não poder comparecer à escola como os outros, talvez por ignorância minha de desconhecer a antiga lei.
Ao longo do filme, fiquei muito impressionada com a capacidade dos cegos em utilizar e aprender a usar seus outros sentidos, pois como dito no próprio filme pelo professor de Mirco, ele só perdeu um dos cinco, então ele seria capaz de aprender.
Gostei muito de a última cena do filme coincidir com a primeira, porém mostrando a elocução de Mirco, e como aquele jogo agora era fácil demais para ele.
Após assistir o filme refleti na importância. do apoio das pessoas videntes que convivem com os cegos, pois sem o professor e a menina, além do o moço que já havia passado pelo colégio, a luta pela abolição da lei não teria ocorrido, e Mirco podia até ter desistido do seu projeto das estações.
Sim Mariana, eu pensei a mesma coisa kk, no começo fiquei pensando "meu Deus como isso, que absurdo" mas com o passar do filme me impressionei demais e em certos momentos nem parecia que eram cegos né.
ExcluirMeu nome é Lucas Meira, sobre o Filme - Vermelho como o Céu
ResponderExcluirA princípio, sinto que a mensagem em que o filme tenta apresentar perpassa por meio das virtudes que um indivíduo têm como dom dentro de si e que ninguém, nem mesmo uma deficiência pode tirar de dentro do mesmo.
Tal fato, faz uma alusão aos momentos em que Mirco é reprimido pelas regras do Instituto, mas que, por outro lado, ele ainda insiste em quebrar barreiras para gravar sua obra das estações. Isso mostra o significado e a importância em que o mesmo atribui para seu gosto e prazer em sentir no mais amplo sentido os aspectos envolvidos nas sonoridades fictícias de seu trabalho, transformando-o posteriormente em sons "reais" após as edições das gravações.
Senti um bom contentamento nas ações do Profº Don Giulio referente ao cuidado e incentivo dado à Mirco para que o mesmo pudesse expressar a sua "verdade", afinal, a verdade faz com que as pequenas coisas tornem-se grandiosas.
De fato Don Giulio teve papel importante na transformação de quem Mirco era antes de entrar no Instituto e quem tornou-se posteriormente, pedagogicamente ofereceu-lhe ferramentas e instrumentos para o desenvolvimento de seu talento, para além da sua deficiência.
Sobre o Texto "Morato, Marcio, P. Um Peixinho especial. Campinas: Autores Associados 2007".
Ao término da leitura sinto que a história do filme repete-se em frases escritas, ESTÍMULO é àquilo que Profº Don Giulio pôde exercer para que Mirco pudesse aprender, cultivar e por conseguinte fazer acontecer seu amor pelas fantasias envolvidas nas suas gravações das estações.
Todas essas mudanças ocorridas tanto no texto quanto no filme ilustram a linha tênue entre as decepções advindas de uma deficiência, seus transtornos por meio da falta de estímulos, falta de acolhimento da sociedade e as ferramentas que quando oferecidas com uma orientação cuidadosa pode despertar a maquinaria em busca do potencial sonho de um indivíduo.
A cada passo uma descoberta, como visto no filme, sempre vão restringir os limites daqueles que demandam de oportunidades, preparação, adaptação e inclusão.
Sim Lucas, um ponto que achei interessante no filme e que pelo seu comentário acabou reforçando mais isso para mim foi a importancia do Don Giulio no processo de aceiitação do Mirco em relação a ser cego e da possibilidade dele utilizar seus outros sentidos. Além disso como você mesmo apontou no comentario sobre o texto. O personagem "Estimulo" no caso do filme é o Don Giulio, na minha opinião, pois permite ao Mirco encontrar "Novas Descobertas".
ExcluirMeu nome é Renan – sobre o texto “Um peixinho especial. ”
ResponderExcluirGostei muito do texto, pois ele traz uma reflexão muito importante e de uma forma muito lucida na qual eu nunca havia visto, realmente muito didático e de fácil compreensão que pode ser lido e entendido por qualquer pessoa, independente do grau de estudo ou idade.
O texto conta a história de um peixinho que não enxergava e todos a sua volta o zombavam por ser tão atrapalhado e trombar em todos os lugares ao nadar, sua própria mãe autoridade na sua vida e na vila onde moravam não enxergava que o mesmo tinha essa deficiência visual, com o passar da história o peixinho criou um mecanismo no qual queria se encaixar na realidade e no que o povo em sua volta vivia e acreditava, por ser diferente e não ter seu espaço compreendido e tão pouco a inserção de suas diferenças na sociedade onde vivia, preferia ignorar suas diferenças para tentar se igualar aos outros, fato este que acontece rotineiramente no nosso cotidiano, seja lá com alguém com alguma deficiência ou apenas em questão de classe social, sempre terão pessoas julgando as outras e pessoas que tentam passar uma imagem que não vive.
Por fim, o peixinho conseguiu o reconhecimento de suas necessidades e sua mãe apesar do seu filho não ter visão conseguiu enxergar nele a necessidade de mudança, o que nos passa uma imagem de que apesar de que não enxergamos as diferenças nas outras pessoas, nunca é tarde para nos moldarmos e passarmos a respeitar o espaço e as diferenças.
Meu nome é Thainá Ares - Sobre o filme "Vermelho como o Céu"
ResponderExcluirO filme retrata a história real de um editor de som famoso, Mirco Mencacci que aos 10 anos de idade perde a visão por conta de um acidente. A história se passa na Itália na década de 1970, nesta época as crianças com deficiência visual eram encaminhadas para um colégio específico para deficientes obrigatoriamente. Em seu colégio novo, Mirco sofre com as regras do local que são muito restritas, percebe-se que os deficientes são tratados de forma limitada na época. Mesmo contra as regras, Mirco acha um gravador de som e começa a gravar suas histórias com a ajuda de seus amigos. Mirco sempre foi apaixonado por cinema e encontrou uma forma de continuar seu sonho após perder a visão. No fim os pais vão ao colégio para a apresentação dos alunos e colocam uma venda, essa parte é emocionante pois todos ficam impressionados com as histórias gravadas por Mirco.
Esse filme é o reflexo da superação na vida dos deficientes e mostra que é possível se adaptar à deficiência e viver seus sonhos, mesmo quando a maioria não entende as possibilidades e acaba limitando-os.
Sobre o Texto "Morato, Marcio, P. Um Peixinho especial. Campinas: Autores Associados 2007".
O texto conta uma história sobre peixes em uma comunidade no mar brincando com as palavras e nomeando os personagens e a própria comunidade com as palavras: Capacidade, estímulo, possibilidade, novas descobertas, potencial, capazes.
A história do Peixinho que era cego e zombado em sua comunidade, conheceu alguém disposto a ajudar, com a prática e a insistência ele superou obstáculos e se tornou um salvador da comunidade abrindo os olhos dos que não entendiam a realidade, por estarem presos num só comportamento dentro da comunidade.
Compreendi que a comunidade retratada na história de ficção era o reflexo da nossa sociedade humana, onde o exibicionismo é extremamente exaltado e importante para os cidadãos, as redes sociais são um exemplo disso. Porém, como ficam as pessoas que não tem acesso à isso? Geralmente as pessoas isentas de deficiência se prendem em comportamentos específicos para se enturmar na sociedade, deixando de lado a inclusão social. Esse texto nos faz refletir sobre as atitudes das pessoas em relação à convivência em sociedade, entre elas e com os deficientes.
Achei bem legal a parte que você relacionou o exibicionismo do texto com as redes sociais de hoje em dia. Não havia pensando em como essas duas coisas se relacionam. Mas de fato hoje o mundo é completamente visual com a televisão, o celular e o computador... ficamos horas "presos" nesses ambientes e acabamos se limitando de procurar ambientes novos para se desenvolver, conhecer, aprender e se divertir.
ExcluirMeu nome é Lucas Barros - Sobre o filme "vermelho como o céu"
ResponderExcluirO filme retrata uma situação que traz muitos questionamentos e reflexões a partir de um acidente que ocorre com Mirco, de 10 anos, que
ao tentar pegar a arma do seu pai, no qual estava carregada acabou disparando ao cair no chão e deixando ele cego. Já no começo do filme a fala do medico, que atende Mirco, ao contar ao pai que o filho estava cego foi bem impactante para mim pois naquela situação, que já possui todo um cenário de desconhecimento e duvidas, receber a noticia que seu filho teria que estudar longe de você em uma escola que o aceitasse e que isso transformaria um contato que é diário e bem próximo (pai e filho) em algo mês a mês é muito complicado. Logo após a noticia, Mirco já se encontra inserido em um cenário diferente em uma situação que era comum para ele, o brincar com seus amigos. Os pais e Mirco vão até a escola para pessoas cegas e já na conversa com o diretor começam a perceber que a realidade do filho iria mudar muito e que para a propria escola "Mirco irá fazer somente o que é apto em sua nova condição física". Essa cena para mim mostra que as pessoas cegas em muitas situações eram vistas como incapazes em diversas tarefas. De toda forma os pais deixam Mirco na escola e ele começa a ter contato com os colegas. Nesse sentido como uma criança normal acaba fazendo amizades, arruma brigas com outros meninos e quando acaba indo para o castigo e acha um gravador. Logo em seguida acaba conhecendo a filha da zeladora e com ela começa a experimentar coisas que fazia enquanto ainda enxergava, como ir ao cinema e andar de bicicleta. Aos poucos Mirco começa a a explorar seus outros sentidos e gravar sons diferentes com o seu gravador com a ajuda de seus amigos, produz um trabalho sobre as estações e com a ajuda de sua amiga produz também uma gravação que connta uma historia muito mais elaborada que pode até ser considerado um filme. Com o decorrer das gravações ele acaba chamando as outras crianças para participar e a construção da historia vai ficando cada vez melhor. Nessa história toda Mirco acaba se apaixonando por Francesca e também consegue continuar proximo de uma das coisas que mais gosta que é o cinema. Depois de varias reviravoltas acaba que no final do filme os pais vão até a escola ver o que os filhos criaram e acabou que a criação dos alunos foi usada. Essa cena é muito emocionante por se tratar de algo que para muitas pessoas, que pensam haver uma incapacidade por parte das pessoas cegas, poder ver que tudo aquilo foi criado por eles traz uma emoção muito grande a todos que estão no auditório. Minha opinião sobre o filme é que durante ele todo o espectador consegue ter um pouco de contato sobre a realidade de uma pessoa que é cega. É bem claro no filme que o estimulo é essencial pois a limitação da visão é algo relativo embora com certeza a impacto. Como Don Julio fala no filme "Não se prenda somente a um sentido já que você possui outros 4".
Sobre o Texto "Morato, Marcio, P. Um Peixinho especial. Campinas: Autores Associados 2007".
O texto acaba abordando uma situação bem comum na nossa sociedade entretanto utiliza o ambiente marinho para poder abordar a temática. Com o uso de palavras chaves para caracterizar os personagens da historia (Possibilidade, Capacidade, Potencial, Estimulo) que acabam se desenvolvendo de modo a mostrar que estes conceitos humanos estão correlacionados e que é necessário considera-los de maneira conjunta para que as pessoas possam superar "os limites da capacidade". O texto é extremamente didático e traz muitas reflexões sobre as questões que permeiam todas as pessoas, incluindo o "peixinho cego" que é o personagem principal. Isso é possivel de ser observado pois com o Estimulo ajudando o Potencial,o peixinho cego, ele consegue fazer novas descobertas e sua própria mãe, que tinha medo por ele, acaba entendo que muitas das vezes a limitação não era do seu filho e sim imposta por ela mesma.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFelipe Oliveira Bernardo
ResponderExcluirComentário sobre o Filme: Vermelho como o céu
É retratada a trama de um garoto que perde a visão por um acidente com um rifle, e no processo de aceitação passa por diversas dificuldades que, a princípio, não o deixam perceber que mesmo se tornando deficiente visual a vida continuaria.
Assim como é dito no filme, nós possuímos os demais sentidos, por que depender de um só?
O filme, é baseado na história de um diretor de som/ sonoplasta italiano, e retrata de forma muito interessante o como a aceitação da deficiência pode ser difícil sem a presença de pessoas dispostas a entender e compreender, junto da pessoa, como viver com a deficiência. A presença da filha da zeladora, que vem a ser sua namorada; do professor, o qual luta com a diretoria da escola pelo melhor e pela não restrição da capacidade dos indivíduos deficiente visuais matriculados na escola; do trabalhador da indústria que é deficiente visual, que serve como exemplo para Mirco; e dos amigos, também deficientes visuais, foram cruciais para esse auxílio a Mirco, fazendo-o aceitar a deficiência, fazer amigos através de outro sentido que não a visão, viver com a deficiência e criar uma forma de mostrar aos que não são deficientes, uma breve amostragem de como veem o mundo.
Comentário sobre o texto: Um peixinho especial
Neste pequeno texto é retratada a história de um peixe que possui uma deficiência visual que foi percebida tardiamente. A mãe de Potencial, inicialmente, restringe a quantidade de estímulo a ele, o que, assim como no caso de Mirco (Filme: Vermelho como o céu), pode ser prejudicial ao indivíduo. Aquele que não recebe o estímulo devido acaba por ser prejudicado, pois não desenvolve suas capacidades tanto o quanto possível, esse estímulo é dado por pessoas que devem estar ao lado e acompanhando o deficiente também. Quando Potencial recebe esse estímulo, ele desenvolve suas capacidades de forma a impactar a sociedade a qual está inserido, assim como no caso de Mirco, o que promove uma melhor inserção dos deficientes na sociedade, o que gera uma troca maior entre indivíduos e a estimulação, tanto citada, promove um desenvolvimento maior de todos.
Esse comentário foi escrito por Lelis Conte Genaro
ResponderExcluirSobre o filme “Vermelho como o céu”:
Filme conta a história de Mirco, um garotinho que acaba ficando cego a partir de um acidente com um rifle dentro de sua casa. Nos faz refletir, pois um acontecimento que pode significar um coisa ruim, sem volta e sem alegria pode mudar e se transformar na melhor coisa que possa ter acontecido. A partir da aceitação daquilo e estímulos para os outros sentidos além da ajuda de outras pessoas (principalmente pela incentivação) Mirco nos mostrou que podemos dar a volta por cima, se adaptar, se aperfeiçoar e viver uma vida tão boa e alegre quanto ou melhor do que se estivesse enxergando normalmente.
Sobre o texto “Um peixinho especial”:
Um texto muito bom que mostra exatamente o que acontece com uma mãe ou pai que tem um filho deficiente: o impede de fazer novas descobertas com medo de que possa acontecer o pior. O texto mostra como nós profissionais de Educação Física e seres humanos devemos nos comportar perante a uma pessoa com essas características. Estimula-los a novas descobertas, aprimorar novos sentidos para que possam evoluir mostrando-lhes que pode ser tão bom e importante naquilo que faz quanto uma pessoa sem deficiência.
Meu nome é Juliana - sobre o filme "Vermelho como o céu":
ResponderExcluirAchei o filme bonito e delicado ao tratar a perda da visão do Mirco como uma descoberta para um mundo completamente diferente, repleto de estímulos a serem explorados. Gostei bastante que o garoto não se deixou levar pelas regras rígidas da escola onde passou a estudar depois de ficar cego e encontrou sua própria maneira de interpretar o mundo: através de sons. Achei muito pertinente abordar o fato de que acima de tudo, os alunos daquela instituição eram crianças que precisavam aflorar a criatividade e o desejo de brincar ao invés de serem tratados apenas como cegos que precisariam se adaptar a tudo. Outro fator interessante no filme foi ver o sentimento quase de luto dos pais quando souberam que o filho não voltaria a enxergar como antes e a emoção deles ao final da peça de teatro feito pelos alunos.
Meu nome é Juliana - sobre o texto "Um peixinho especial":
ResponderExcluirO texto é leve e bem divertido de se ler; faz alusão a uma criança cega que precisa sair de sua zona de conforto para conseguir enfrentar o mundo. Gostei muito do jeito em que a situação foi retratada com palavras-chave como "capacidade", "potencial", "estímulo", "novas descobertas" e com peixinhos! O texto fez bem em destacar a preocupação da mãe com seu filho ao vê-lo como frágil e inapto a participar de atividades do dia a dia, e também, ao apontar a "zombaria" sofrida pelo Potencial. A história tem um jogo de palavras muito bom, casando os termos mencionados no começo para passar a mensagem de que é preciso um encorajamento para ir além do que estamos acostumados para que possamos provar novas experiências e desenvolver nossos outros sentidos.
Maria Clara:
ExcluirTambém gostei muito do jogo com as palavras, em determinados momentos fica até mais natural ler sem a referência dos personagens do que pensando na representação dos peixes.
Achei a ideia final muito boa quando abordam o desaparecimento do Estímulo e deixando somente rastros do mesmo. Trazendo para o dia a dia, os estímulos que são captados e proporcionados não podem e nem devem ser os mesmos sempre, uma vez que o potencial de cada pessoa precisa ser desenvolvido com diferentes estímulos e situações. Acredito que esse encerramento da história refere-se à necessidade de não ficarmos dependendentes somente a uma motivação.
Meu nome é Maria Clara - Sobre o filme "Vermelho como o céu".
ResponderExcluirListei alguns pontos que me chamaram bastante atenção durante o filme e que relacionam-se com as aulas que tivemos até então.
O primeiro momento foi quando os pais de Mirco o deixaram na escola e sua mãe passou algumas instruções sobre o filho para a freira: ela comentou sobre o medo que Mirco tinha do escuro e que por isso só conseguia dormir com a luz do abajur acesa - e complementou a fala referindo-se que aquilo não seria um problema para as outras crianças (já que as mesmas não enxergavam). A primeira reflexão que tive foi sobre como seria para Mirco, que tinha o medo do escuro, deixar de enxergar. No começo ele conseguia ver sombras mas depois perde totalmente a visão e passar a viver, literalmente, no escuro. Sem a possibilidade de distinguir luzes acesas, como mostrado em uma cena.
Em segundo, a explicação de Mirco para Felice de como são as cores: como descrever algo visual para alguém que desde o nascimento não tem a visão? Achei muito interessante a forma como ele utilizou das sensações para descrever cada cor, como o calor do fogo para o vermelho, o vento no rosto para o azul etc.
O terceiro ponto foi como o professor Don Giulio é a principal referência das crianças: abordamos esse assunto em sala de aula e no filme fica muito claro como as potencialidades dos alunos são desenvolvidas a partir do professor e não da família, como no caso de crianças que enxergam normalmente.
E por último, a frase do diretor - “A liberdade é um luxo que nós, cegos, não podemos ter”: penso que para o diretor, talvez tenha sido um trauma muito mais forte por ter perdido a visão já na fase adulta e que, por isso, ele tenha vedado suas próprias potencialidades que poderiam ser desenvolvidas sem a visão. Na fase adulta estamos condicionados a sermos dependendentes demasiadamente da visão, diferentemente das crianças que passam a ter contato com todos os sentidos e possuem maior facilidade com a imaginação. Liberdade, para ele, pareceu significar somente a capacidade de enxergar com os olhos e por isso, a declaração que os cegos não a tem.
A parte que ele tenta explicar para o amigo como eram as cores foi mágica. A tentativa de descrever algumas sensações físicas para explicar foi a maneira mais criativa que eu já vi para o tal. Mas como ele já havia enxergado antes, fazia relações com essas sensações que sentia quando via as cores. Mas o rapaz que eles encontram na manifestação e descreve como era a fornalha pra ele foi o mais diferente, dizendo que para ele era multicolorida e vibrante.
ExcluirMeu nome é Ana Beatriz - Sua perspectiva sobre o momento de cuidado que a mãe do Mirco apresentou para a freira que cuidava das crianças de maneira que as mesmas não se incomodariam com a luz foi um referencial diferente do meu, mostrando que mesmo vendo o mesmo filme temos perspectivas diferentes do que nos é apresentado.
ExcluirPara mim no momento que eles levam Mirco até a instituição e ela apresenta as características do filho, foram todas com o sentido de pedir um cuidado maternal com seu pequeno, no momento de apresentar seu medo ela também demonstra o medo de uma mãe deixando seu filho sob os cuidados de outras pessoas desconhecidas por ele.
Sobre o filme “Vermelho Como o Céu”
ResponderExcluirAs dificuldades enfrentadas pelo personagem principal “Mirco” retratadas no filme mostram um pouco de como a sociedade, de uma maneira generalizada, enxerga a pessoa com deficiência e, por isso, acabam estigmatizando e limitando todo o processo de desenvolvimento bio-psico-social dessas pessoas. As limitações impostas surgem em ambientes familiares, de estudo, de amizade e principalmente profissional, visto que o rapaz, ao ficar cego (ou parcialmente), precisa mudar sua vida de maneira drástica, mudando de cidade, morando longe dos pais mesmo com pouca idade, tendo que estudar num internato e lá aprender alguma profissão que alguns julgavam ser a ideal para esse tipo de pessoa. A pergunta é, que tipo de pessoas eles são? Penso que são pessoas com vontade de aprender coisas novas e também de criá-las (a história narrada feita pelos alunos), pessoas com sonhos, assim como qualquer outra.
Pequenas partes chamam a atenção como quando ele se encontra com a menina e tenta andar de bicicleta (incrível, não sabia que era possível). A parte que os pais recebem a notícia que o filho não enxerga mais e reagem praticamente com um “luto” sem aceitar o que tinha acontecido e tentando de todas as maneiras reverter a situação não conseguindo enxergar além do problema, sem tentar encontrar possíveis soluções de adaptação para o garoto.
Sobre o texto
O texto, conta a história de um indivíduo que não enxergava e isso foi descoberto tardiamente em sua vida. Com isso, todos ao seu redor e principalmente seus tutores, acabavam limitando suas capacidades por não saber lidar com a situação. As limitações impostas acabavam por deixar o indivíduo inerte e sem vontade de tentar o novo. Com a ajuda de alguém que entendeu seu problema, o indivíduo recebeu estímulos adequados à sua capacidade e acabou desenvolvendo habilidades diferentes dos demais que viviam a sua volta. Com isso, acabou por estimular também os que viviam a sua volta e fez com que suas novas capacidades o fizessem inserido no meio onde vivia (o que antes era impossível).
As mudanças não afetam somente o individuo, todo seu contexto social também se modifica, que bom que houve esse estimulo para que os que viviam a sua volta também mudassem em algum aspecto.
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ResponderExcluirO filme “Vermelho como o céu” retrata a história real de um renomado editor de som, Mirco Mencacci, que aos 10 de idade sofre um acidente causado pelo disparo acidental de um rifle e se torna deficiente visual a partir deste acontecimento. A partir do acidente, Mirco, passa a frequentar um internato para deficientes na Itália onde acaba descobrindo um gravador que o instiga a descobrir suas potencialidades adormecidas. Mirco que sempre foi um frequentador assíduo do cinema e das artes, passa a redefinir seus limites a partir da exploração de seus outros sentidos.
ResponderExcluirMuito embora o diretor do internato também seja cego, sua visão sobre a deficiência é limitada e definida por uma fala muito quadrada pontuada no filme: “A liberdade é um luxo que nós, cegos, não podemos nos permitir. ”. Mirto, por sua vez, passa a transformar sua limitação em vantagem. O que ele não era capaz de ver, passou a sentir. Paradoxalmente, quando cego, passou a ver novas cores, pois sua sensibilidade acústica e a forma de encarar a vida talvez nunca tivesse acontecido se não ficasse cego dos olhos. Numa metáfora: Perdeu uma visão para ganhar uma outra muito mais profunda.
O texto “Um peixinho especial” parece quase uma extensão do filme, ou vice-versa, pois um funciona como complemento do outro. Ambos trazem a lição de superação e de redefinição dos próprios limites.
Uma reflexão pessoal que me ocorreu desde o começo do filme foi a respeito do próprio título que, de cara, entrega as nuances que virão a seguir. Tornar o céu vermelho é transformar toda a percepção do mundo e das cores. Hipoteticamente se o céu passasse a ser vermelho isso significaria que o mar também seria vermelho, e toda nossa relação de cor seria outra. “Vermelho como o céu” é uma forma poética de dizer o quanto a nossa realidade é frágil e reduzida a luz que incide naquilo que nos circunda. Basta mudar a fonte de luz primária que tudo que será refletido será antônimo.
Renan Franco
Meu nome é Evandro. Primeiramente gostaria de dizer que gostei muito do texto "um Peixinho Especial- Marcio Pereira Morato", ele faz um jogo com as palavras sensacionais e que poucas vezes eu vi em um texto. Achei muito interessante pois é um texto pode ser utilizado de uma forma didática com as crianças, simulando os peixinhos e trazendo o objetivo principal do texto de superação, de estimular, já que sem esse fica muito difícil de desenvolver novas habilidades e novas capacidades. Já fazendo uma ligação com o filme "Vermelho Como o Céu" podemos também observar o quanto o professor foi importante em dar os estímulos que Mirco precisava, principalmente no início do filme quando ele foi transferido para a nova escola. O professor tem sempre esse papel fundamental na vida de um aluno principalmente no caso dos que possuem qualquer tipo de deficiência ou limitação. A forma como o professor falou com o garoto mesmo após este ter lançado ao chão a atividade que era proposta e se recusar a fazer, o professor com toda a paciência do mundo diz que mesmo ele tendo a visão, mesmo assim lhe faltaria algo que seria o sentir. Achei muito emocionante também o momento em que ele descreve como seriam as cores para o seu amigo que não enxerga, o que nos coloca de alguma forma dentro do personagem e faz com que nos possamos refletir sobre o quanto nos limitamos e não damos valor a algumas coisas simples da vida.
ResponderExcluirO texto e o filme mostram dois tipos de motivações e de estímulos para o “desconhecido”. Tudo é novo para alguém que não possui a visão, e ainda mais no caso do garoto que um dia já enxergou e por uma fatalidade, um acidente ter perdido essa possibilidade. Sem sobra de dúvidas que nesse caso seria muito mais difícil a aceitação desta limitação. Esse tipo de trabalho é muito produtivo e motivador para o nosso futuro como professores.
Meu nome é Fernando e achei curioso a maneira como Mirco se coloca para 'desenvolver' seus sentidos. A resistencia encontrada dentro do proprio ambiente que deveria ser seu principal potencializador faz um paralelo com o texto proposto (Um peixinho especial) já que o proprio diretor tomando uma posição subjetiva a partir de suas proprias experiencias delimita as atitudes de Mirco. A audiodescrição nunca pareceu uma ferramenta com um potencial tão grande até esse momento em que assisti o filme. As superações vão além do fato de Mirco perder a visão, vão além das respostas sociais acerca do acontecido, ela passa pelo pressuposto de que Mirco mesmo não sendo mais o mesmo, ainda é Mirco.
ResponderExcluirMeu nome é Daniela. Gostei muito do filme Vermelho como o céu, achei o personagem principal de uma delicadeza ímpar. A história de Mirco me fez pensar em quantas pessoas passam pela mesma situação e eu não tinha a menor ideia. Nunca me passou pela cabeça como seria o processo de enfrentar o dia a dia e de reaprender depois de ter perdido a visão. Como pode ser doloroso precisar aceitar a nova realidade, e não apenas a pessoa, mas também das pessoas próximas, familiares e amigos. No filme é possível perceber que o pai, tem a esperança de que o filho possa aprender e fazer o que ele quiser depois, acredito que isso aconteça por conta da proximidade que os dois tinham, e o pai saber a capacidade de seu filho. Não acontece diferente, Mirco tem uma sensibilidade enorme e acaba desenvolvendo histórias com sonoplastias incríveis que o aproxima muito de seus novos amigos, que passam a querer fazer mais também , não apenas continuar no colégio seguindo o que lhes é proposto.
ResponderExcluirEnfim, após assistir o filme posso dizer que me parece que sempre é fundamentar o papel de uma outra pessoa no desenvolvimento e na adaptação a nova condição. No caso do personagem, a filha da mulher que trabalha no colégio e o professor foram essas pessoas. Belo filme e que me fez refletir como é possível passar de vidente para deficiente visual e precisar se adaptar de forma saudável a essa nova situação.
Meu nome é Ana Beatriz - texto sobre o filme Vermelho como céu
ResponderExcluirComecei a assistir o filme apreensiva de maneira que sempre esperamos que algo irá acontecer com os personagens quando já sabemos sua base de seguimento da trama.
O ator (Lucas Capriotti) que interpreta Mirco se apresentou de maneira fantástica para quem o assiste, envolvendo se maneira que sentimos tudo que Mirco está sentido, desde de sua perda da visão parcial e até o momento que ele a perde de maneira total.
Sendo que essa foi uma das partes mais tristes para mim, mesmo ele sabendo como eram as cores, formas e sentidos, no momento que ele se acende e apaga a lamparina e o mesmo não consegue enxergar mais a luz que a mesma emite, mostra um momento de nova realidade para a continuidade da trama. Naquele momento ele precisou de o maior apoio possível de quem estava ao seu lado (professor, cuidadores) para ele perceber que o seu novo mundo poderia apresentar cores e sentidos mesmo não sendo vistos, mas mostrando que sua vida poderia ter cheiro, cor, audição e alegria através dos outros sentidos.
Ali eu embarquei de maneira que muitas vezes aproveitava a apresentação dos áudios de olhos fechados para tentar apreciar pela ótica que o filme queria apresentar.
Sua simplicidade e graça me encataram pelo fato de ser um novo mundo para aqueles que só conseguem ver a vida com os olhos.
Meu nome é Daniela. Fazia muito tempo que não tinha uma leitura tão agradável quanto a do texto o Peixinho Especial. leitura leve e divertida e cheia de aprendizado. Adorei a forma como o texto é escrito, fazendo a analogia entre uma "sociedade de peixes" e palavras como capacidade, estimulo, potencial, novas descobertas.
ResponderExcluirAchei interessante como é possível fazer a ligação entre o filme e o texto, onde diante de uma dificuldade, a pessoa sempre tem potencial para alcançar suas capacidades, mesmo aquelas menos imaginadas, e precisam apenas ter estímulos e acesso a novas descoberta.
Meu nome é Ana Beatriz - comentário sobre o texto Um Peixinho especial
ResponderExcluirNão somente é um peixinho especial mas também uma reflexão do que a vida pode apresentar a nossa perspectiva de princípios.
No texto ele apresenta para o leitor todos os princípios que a comunidade de Capacidade tem e após isso todos os processos que nosso peixinho Potencial passa durante sua vida de maneira que ele precisa desses mesmos processos para se adaptar e ver que na realidade ele é quem vai transformar a realidade da sua comunidade e assim fez.
Pontencial como o próprio nome já diz, mostra a todos que com força de vontade, amando e respeitando suas características podemos tranformar uma sociedade inteira.